Represa do Parque Pinheirinho de Araraquara é interditada após laudo de contaminação na água


Contaminação na água interdita Represa do Pinheirinho em Araraquara
A represa do Parque Pinheirinho, de Araraquara (SP), foi interditada para banho por tempo indeterminado devido a laudo que apontou contaminação na água com coliformes totais e Escherichia coli (E.coli). A interdição aconteceu no domingo (27).
As análises foram realizadas pelo Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae), após denúncia no fim de maio. No dia 10 de junho, a pasta concluiu que a água da represa estava contaminada e imprópria para banho. As causas ainda são desconhecidas.
Placas com os dizeres “Represa interditada. Qualidade da água: imprópria para banho”, avisam os banhistas sobre os riscos da lagoa. O parque é um local tradicional da cidade e atrai muitas famílias aos finais de semana.
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Em entrevista à EPTV, filiada da Globo, o coordenador da Defesa Civil, coronel Alexandre Santos, comentou sobre o laudo. A represa deve ser passar por limpeza, desinfecção e assoreamento.
“A Defesa Civil recebeu o laudo da represa que constatou a presença de bactérias muito acima do acordo com o Conselho Nacional do Meio Ambiente, de água imprópria para o banho. Dessa forma optamos em fazer a interdição da represa e vamos fazer o assoreamento e limpeza do lago e ver a causa da água estar contaminada”, disse.
Represa do Parque Pinheirinho de Araraquara está interditada por tempo indeterminado devido contaminação na água
EPTV/Reprodução
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Análises
O coordenador disse que uma comissão vai analisar a situação, e que os motivos podem ser vários, desde o sistema de esgoto aos animais que frequentam o local, como cachorros, gatos e pombos.
“São várias situações e precisamos avaliar o sistema de esgoto e presença de alguns animais. Eventualmente o pessoal usa a represa para pesca e lança produtos que pode estar favorecendo a contaminação da água”, comentou.
Parque Pinheirinho é um local tradicional de Araraquara e atrai muitas famílias aos finais de semana
EPTV/Reprodução
Indagado sobre a demora entre a confirmação da qualidade da água e a interdição do local, o coordenador disse que questões burocráticas atrasaram o processo.
“Tomamos essa decisão em conjunto e é comum na parte administrativa ter este atraso, porém não tivemos notícia de pessoas contaminadas, porque a bactéria se instala no intestino e dá diarreia aquosa. Não tivemos relatos com esse quadro. Pedimos paciência para as pessoas até que a gente encontre a causa e deixe o local seguro para a sociedade”, finalizou.
De acordo com a Defesa Civil, a represa será esvaziada e o procedimento pode durar até sete dias. Posteriormente, será enchida e outras análises serão realizadas para identificar a contaminação e solução. Não há prazo para o término das análises.
Neste período, a Secretaria Municipal de Esportes deve oferecer atividades alternativas nos espaços de areia no entorno da represa.
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