O coronel do Exército Marcio Nunes de Resende Júnior disse nesta segunda-feira (28) que houve um “silêncio ensurdecedor” do Exército sobre o acampamento em frente ao Quartel General em Brasília o que abriu margem para interpretações de que a corporação apoiava a aglomeração.
Resende Júnior é um dos réus do núcleo 3 da ação penal que apura uma tentativa de golpe de estado promovida pela cúpula da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O militar foi interrogado nesta segunda.
“Houve um silêncio ensurdecedor por parte do Exército. Com aquele pessoal ali acampado na frente dos quartéis, esse vácuo ali, estavam deixando os manifestantes cada vez mais… toda hora lá gente discursando, parlamentares, a gente escutava”, disse o coronel
“O Exército estava apoiando? Claro que não. Mas dava margem. Ia ser um barata-voa. Muita gente poderia aderir. Um informativo do Exército seria importante”, completou.
O acampamento em frente do quartel general do Exército em Brasília surgiu após o segundo turno das eleições de 2022.
O grupo não aceitava o resultado do pleito. O bolsonarista George Washington de Oliveira Sousa, de 54 anos, que armou um explosivo perto do Aeroporto de Brasília na véspera de Natal daquele ano, disse em depoimento que o plano foi montado no local e contou com a participação de outros acampados.
O acampamento ganhou destaque após os atos golpistas de 8 de janeiro, porque alguns dos vândalos estavam acampados no local.
A aglomeração foi desmantelada em 9 de janeiro, um dia depois de os golpistas quebrarem a sede dos Três Poderes. A operação prendeu cerca de 1.200 pessoas no acampamento.
Resende Júnior é um dos réus do núcleo 3 da ação penal que apura uma tentativa de golpe de estado promovida pela cúpula da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O militar foi interrogado nesta segunda.
“Houve um silêncio ensurdecedor por parte do Exército. Com aquele pessoal ali acampado na frente dos quartéis, esse vácuo ali, estavam deixando os manifestantes cada vez mais… toda hora lá gente discursando, parlamentares, a gente escutava”, disse o coronel
“O Exército estava apoiando? Claro que não. Mas dava margem. Ia ser um barata-voa. Muita gente poderia aderir. Um informativo do Exército seria importante”, completou.
O acampamento em frente do quartel general do Exército em Brasília surgiu após o segundo turno das eleições de 2022.
O grupo não aceitava o resultado do pleito. O bolsonarista George Washington de Oliveira Sousa, de 54 anos, que armou um explosivo perto do Aeroporto de Brasília na véspera de Natal daquele ano, disse em depoimento que o plano foi montado no local e contou com a participação de outros acampados.
O acampamento ganhou destaque após os atos golpistas de 8 de janeiro, porque alguns dos vândalos estavam acampados no local.
A aglomeração foi desmantelada em 9 de janeiro, um dia depois de os golpistas quebrarem a sede dos Três Poderes. A operação prendeu cerca de 1.200 pessoas no acampamento.