Serviço 710 deve voltar após modernização prevista para até 5 anos, diz Artesp; filas se formaram no 1º dia sem operação


Artesp diz que ‘Serviço 710’ deve voltar em SP.
As linhas de trem 7-Rubi e 10-Turquesa passaram a operar separadas nesta quinta-feira (28) na cidade de São Paulo, significando o fim do Serviço 710, que as unia em viagens diretas. Com isso, os passageiros que antes faziam o trajeto sem baldeação terão que trocar de trem na estação Palmeiras-Barra Funda, na Zona Oeste da capital.
Porém, segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o Serviço 710 não foi extinto e deverá voltar a funcionar.
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“É um até logo”, afirma André Isper, diretor-presidente da Artesp. “Esse serviço vai voltar a partir do momento em que tivermos trocado as sinalizações das linhas 7 e 10 para o padrão europeu adotado em São Paulo e autorizarmos, com as duas concessionárias sob nosso guarda-chuva, um plano operacional em que um trem da 7 sirva à 10 e um trem da 10 sirva à 7.”
De acordo com Isper, os investimentos necessários para reativar o Serviço 710 estão projetados para cerca de cinco anos.
No primeiro dia sem o serviço, nesta quinta (28), passageiros com destino às regiões de Jundiaí e Rio Grande da Serra enfrentaram muitas dificuldades de acesso à plataforma de embarque na estação Palmeiras-Barra Funda, desde o começo da manhã.
Grandes filas se formaram na única escada fixa disponível para chegar à plataforma. Funcionários da concessionária TIC Trens orientaram os passageiros sobre onde deveriam embarcar.
A TIC Trens promete investimentos no sistema de energia para aumentar o número de trens em circulação e desafogar os tempos de espera na Linha 7-Rubi.
Como ficou a operação
Em razão das modificações, a Linha 7-Rubi “encurtou”: passou a ligar Jundiaí até a estação Palmeiras-Barra Funda, deixando de seguir até a Luz.
CPTM vai acabar com o ‘Serviço 710’
Por sua vez, a Linha 10-Turquesa foi estendida de Rio Grande da Serra até o terminal Palmeiras-Barra Funda. O trajeto da Linha 11-Coral também foi ampliado, da Luz até a Barra Funda, em horários específicos.
Segundo a CPTM, a estação Barra Funda foi escolhida para concentrar as baldeações por ter maior capacidade de receber os novos fluxos. “Ela tem dez plataformas, um amplo mezanino e uma área de circulação bastante adequada”, diz Iran Leão, gerente de operações da companhia.
Contrato de concessão sem o Serviço 710
Muitos passageiros terão de fazer mais baldeações.
Reprodução/TV Globo
O fim do Serviço 710 aconteceu no mesmo dia em que a concessionária TIC Trens iniciou a fase de transição para assumir a operação da Linha 7-Rubi.
O contrato de concessão, elaborado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos, não prevê a continuação do serviço unificado. Ele nem sequer é mencionado no documento de 420 páginas, que deixa clara a ligação entre a estação Barra Funda e Jundiaí pela Linha 7.
Criado em 2021, o Serviço 710 integrava as linhas 7-Rubi e 10-Turquesa, oferecendo viagens sem baldeações, intervalos menores e mais conexões com outras linhas.
Com a integração, surgiu uma espécie de “superlinha”, com 31 estações e 100 quilômetros de extensão.
Na época, a CPTM destacou que a medida traria viagens mais rápidas e comemorou, em seu primeiro aniversário, a redução na necessidade de várias baldeações para “centenas de milhares de pessoas todos os dias”.
Com o fim do modelo, as baldeações voltam a fazer parte da rotina dos passageiros.
A CPTM, porém, afirma que a mudança terá impacto mínimo. “É claro que o conforto do passageiro que não fazia nenhuma conexão agora exigirá uma, mas, dentro de um sistema tão grande como o nosso, sempre haverá necessidade de baldeações”, disse Iran Leão.
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