Saiba como a rede de pedofilia atua e como garantir a segurança de crianças e adolescentes em Alagoas

Quando o assunto é pedofilia, se informar é proteger. Agente da Polícia Federal em Alagoas, Eduardo Tavares lançou um livro para alertar pais e professores sobre o método de atuação de redes de pedofilia, além de dar dicas de como proteger crianças e adolescentes de criminosos.
“Escutar, Cuidar e Proteger” funciona como manual de orientação e prevenção contra a pedofilia e outras formas de abuso infantil. Em entrevista ao AL1 nesta sexta-feira (29), Eduardo Tavares fala sobre a sua trajetória no combate a esse tipo de crime em Alagoas.
“É um manual de proteção às crianças e aos adolescentes. O livro mostra como se proteger e agir nesses casos. Quem as crianças devem procurar caso uma coisa assim aconteça. O livro vai ser lançado no final de setembro”, disse.
O livro traz dados estatísticos e explicações sobre como a rede de pedofilia atua e os códigos e emojis usados por pedófilos para se comunicar nas redes sociais. Os símbolos, aparentemente inofensivos, são colocados em comentários de fotos e vídeos de crianças e adolescentes.
“A grande responsabilidade é dos pais. Eles têm que educar e supervisionar e conferir o que os filhos estão fazendo”.
Um relatório da SaferNet, que é uma ONG especializada em segurança digital, revelou a facilidade com que a pornografia infantil é comprada e vendida em grupos de bate-papo e canais da plataforma Telegram.
A discussão sobre exploração e abuso de crianças e adolescentes ganhou força essa semana após a repercussão do vídeo “Adultização”, publicado pelo youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca.
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A Polícia Federal e a Polícia Civil de Alagoas têm trabalhado para combater esse tipo de crime. No caso mais recente, dois homens foram presos durante operação de combate à pedofilia em Maceió e Rio Largo. Eles vendiam o conteúdo de abuso infantil em grupos fechados na internet.
Em outro caso, um adolescente foi apreendido em Arapiraca por envolvimento com a exploração sexual de menores, promoção de estupro virtual, instigação a automutilação e “doxxing”, prática de exposição de dados pessoais de vítimas com o intuito de intimidação e coerção.
Na quarta-feira (27), o Senado aprovou um projeto que proíbe a concessão de fiança a acusados de crimes ligados à pedofilia.
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