
A Polícia de São Paulo reuniu documentos que revelam como agiam os suspeitos de ameaçar Felca de morte.
Nove meses de vigilância da Polícia e um relatório de quase 80 páginas com os rastros deixados na internet por Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, preso segunda-feira em Pernambuco.
Os investigadores do Núcleo de Combate a Crimes Virtuais contra Crianças e Adolescentes apontam que ele era um dos líderes de uma organização criminosa que invadia sistemas da polícia e do Poder Judiciário.
Foi assim, segundo a investigação, que Cayo forjou o mandado de prisão contra Felca, depois que o influenciador denunciou a exploração de crianças e adolescentes nas plataformas sociais.
O mandado forjado consta do relatório da polícia. Cayo emitiu um documento digital do Tribunal de Justiça de Minas Gerais – um mandado de prisão preventiva de 365 dias. E também pedia a inserção no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, disponível às polícias de todo o Brasil.
Mandado forjado consta do relatório da polícia. Cayo emitiu um documento digital do Tribunal de Justiça de Minas Gerais – um mandado de prisão preventiva de 365 dias. E também pedia a inserção no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões
Jornal Nacional
Captura imediata de Felipe Bressanim Pereira, o Felca. A justificativa dada por Cayo: indícios consistentes da prática de crimes contra a dignidade sexual de menores.
O mandado forjado foi assinado digitalmente em 13 de agosto, poucos dias antes de Cayo ameaçar Felca por e-mail.
A polícia diz que o grupo de Cayo comercializava serviços ilegais na internet. Em uma mensagem, Cayo anuncia o que chama de “trabalho”: como bloqueio de conta bancária e a expedição de mandado de prisão.
Os investigadores explicam que os bandidos ofereciam acesso a painéis do governo e até banimento de redes sociais.
A polícia paulista trabalha para identificar e localizar outras pessoas que fazem parte da rede criminosa.
O inquérito que investiga as ameaças a Felca revela que os suspeitos de crimes virtuais estão espalhados por vários estados.
Na quarta-feira (27), a polícia apreendeu em Arapiraca, Alagoas, um jovem de 17 anos suspeito de ameaçar a psicóloga que aparece no vídeo gravado por Felca. Ele também é suspeito dos crimes de exploração sexual, ameaça e estupro virtual.
O defensor público de Cayo afirmou que ainda não conseguiu fazer nenhum requerimento por se tratar de um juiz plantonista. O Conselho Nacional de Justiça informou que os bandidos não conseguiram inserir o mandado de prisão falso contra Felca no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões.