Em meio a tensão, novo navio de guerra dos Estados Unidos atraca próximo à Venezuela


Novo navio norte-americano atraca no Panamá, próximo a Venezuela
Reprodução Jornal Nacional
Os Estados Unidos aumentaram a pressão e decidiram enviar mais um navio de guerra para perto da Venezuela. O governo americano começou a deslocar militares e embarcações há quase duas semanas, sob o pretexto de combater o narcotráfico no país de Nicolás Maduro.
O novo navio atracou no canal do Panamá ontem (29), vindo do oceano Pacífico. É um cruzador projetado para a defesa aérea e capaz de atacar com mísseis de longo alcance. À noite, o navio atravessou o canal em direção ao Caribe.
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Este é um reforço para a frota que os Estados Unidos enviaram à região. Segundo o governo americano, para combater o tráfico de drogas. No total, são sete navios de guerra. Tem também um submarino de ataque rápido movido a energia nuclear e 4.500 marinheiros e fuzileiros navais estão a bordo.
Stephen Miller, um dos chefes de gabinete de Trump, afirmou ontem (29) que o objetivo é desmantelar cartéis e facções terroristas estrangeiras no hemisfério.
O presidente Donald Trump disse que combater os cartéis de drogas é um objetivo central do governo. Ele autorizou o Pentágono usar a força militar em outros países contra essas organizações criminosas, mas não está claro quando, como e onde o efetivo lá no Caribe vai atuar.
O cerco militar acendeu o alerta para uma possível intervenção na Venezuela.
Oficialmente, as autoridades americanas não falam em invadir o país. Mas ao comentar a crise, a porta-voz da Casa Branca chegou a dizer que o governo planeja usar todo o poderio dos Estados Unidos contra o tráfico de drogas. Washington considera o regime venezuelano um cartel narcoterrorista e acusa Maduro de ser o chefe da organização criminosa. O governo americano dobrou a recompensa para a captura do ditador para o valor de 50 milhões de dólares.
Nicolás Maduro reagiu. Por um lado, aumentou o patrulhamento na fronteira com a Colômbia para combater o narcotráfico, em um sinal de que reconhece o problema do crime organizado. Por outro, se prepara para um eventual ataque e tenta explorar o episódio para aumentar o apoio interno. Ele mobilizou as Forças Armadas, passou a percorrer bases militares e convocou a população para aderir às milicias aliadas do regime.
Caracas teve mais um dia de alistamentos.
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